quarta-feira, novembro 15, 2006

M.A.


A luz podia ser como se fosse sempre Junho, se soubessemos editar assim os dias: cheios de pressa e sem tempos mortos (porque passeios solitários em longos corredores e por entre jardins nunca mataram ninguém - com a possível excepção de Rilke), com as músicas todas, iPods e sapatilhas; podíamos continuar de carro por uma estrada fora, sem nunca precisar de conversar; nem sequer era preciso uma história, porque afinal há tão poucas e são se calhar sempre as mesmas, era só mesmo uma luz amarela, como se fosse sempre Junho e cinco e meia da manhã

1 comentário:

holeart disse...

sem tempo

em fuga

ca virei.


ps:as coisas boas sao assim

r maria r