segunda-feira, dezembro 05, 2005

Menos é menos. Mais é mais.

É o título de um dos textos de Thomas Hirschhorn e a antítese de um dos refrões mais propagados do Movimento Moderno. Hirschhorn espalha os textos em folhas amontoadas; aos mais tímidos assegura com um breve "Pegue e Leve". Utiliza o conceito de economia de escala no que expõe; diz que não o faz para nos afogar, mas é quase impossível, ao fim de duas horas, continuar a individualizar cada objecto no meio da overdose de estímulos visuais. Não há lugar a despojamentos estéticos; tudo é importante e assume-se tal como é. Há agressividade e violência nisto, mas começo a acreditar que não pode ser de outra forma. Há sempre violência no acto de nos afirmarmos; no facto de ser.
Lembra-me o Roark de "The Fountainhead". Lembra-me o que procurei no livro: ser não como arrogância, mas como simples constatação de um facto.

2 comentários:

Jane disse...

Thanks for your comment about the Christmas pudding hats. I'd actually quite like to be in Portugal for Christmas, but unfortunately the hats will probably only be worn in the local park!

Joana disse...

tenho uma historia gira para te contar sobre o The Fountainhead