sábado, fevereiro 17, 2007
quinta-feira, fevereiro 15, 2007
quarta-feira, fevereiro 14, 2007
a exaustão por vezes
A auto-estrada para o Algarve é uma longa linha recta. Choveu quase todo o caminho; às vezes uma luz branca substituia o tecto cinzento de nuvens. Horas e horas para pensar. E no regresso, já de noite, contra todas as expectativas, encontro - espanto-me ainda com a possibilidade da emoção, o standart na voz conhecida do piano, e sou eu outra vez inteira, ainda que por um momento apenas -
A exaustão por vezes faz tão bem
A exaustão por vezes faz tão bem
terça-feira, fevereiro 06, 2007
do less. add space.*
domingo, fevereiro 04, 2007
any given sunday
Não sonhei: quando acordei comecei a viver no instante preciso em que adormecera.
A semana continuou a fechar-se enquanto lia as últimas quarenta páginas do livro (sempre com a estranha sensação de estar a ler uma carta que não me era dirigida) e depois - há algumas tréguas, no entanto, que cansam mais do que as lides.
sábado, fevereiro 03, 2007
whiskey
Já não tocava há muito tempo cá por casa: ontem ouvi a voz em "So tell the girls I'm back in town" mas foi algumas faixas depois que me lembrei - e soube pela primeira vez o que queria dizer - quando Jay-Jay Johanson canta, atrás dos beats (sim, atrás, não em primeiro plano, como tinha sido no início, nem cantarolando sem acompanhamento, antes ainda; atrás e quase como quem se apaga): but I'm older now, much older now than I was when I was young
quinta-feira, janeiro 25, 2007
life, now portable
segunda-feira, janeiro 15, 2007
sexta-feira, janeiro 12, 2007
brilho no escuro
Não sei de onde vem, disse baixinho enquanto comentavam como estava bonita e luminosa (não é do cabelo, é mais uma coisa interior…)
Podia ser cruel e dizer – mas não disse – ou pode ser que eu engane ou que não me leiam; mas pode ser que a sedução seja afinal a minha casa; ou então que nem eu saiba bem o que sinto.
Podia ser cruel e dizer – mas não disse – ou pode ser que eu engane ou que não me leiam; mas pode ser que a sedução seja afinal a minha casa; ou então que nem eu saiba bem o que sinto.
quarta-feira, janeiro 10, 2007
(no) satisfaction
terça-feira, janeiro 09, 2007
domingo, janeiro 07, 2007
há muito tempo que não sonhava
O carro azul no meu caminho para casa - repetiu-se no sonho. Preparava-me para dormir, a casa outra, o quarto com portas largas, de vidro, para o interior e para o exterior, que fechava cuidadosamente isolando-me do mundo. Cortinas escuras sobre a transparência; e por uma pequena folga, um rosto de criança. Devia ter uns dois anos, pensei primeiro que era a Ana Rita mas quando abri a porta para que ela entrasse era eu - e agora que escrevo isto penso que é a versão mais simples e confiante de mim mesma a dizer-me para não fugir.
quinta-feira, janeiro 04, 2007
therapy
terça-feira, janeiro 02, 2007
quarta-feira, novembro 15, 2006
M.A.
A luz podia ser como se fosse sempre Junho, se soubessemos editar assim os dias: cheios de pressa e sem tempos mortos (porque passeios solitários em longos corredores e por entre jardins nunca mataram ninguém - com a possível excepção de Rilke), com as músicas todas, iPods e sapatilhas; podíamos continuar de carro por uma estrada fora, sem nunca precisar de conversar; nem sequer era preciso uma história, porque afinal há tão poucas e são se calhar sempre as mesmas, era só mesmo uma luz amarela, como se fosse sempre Junho e cinco e meia da manhã
quarta-feira, novembro 08, 2006
desenvolvimento linear misto
Como nem tudo pode ser piano, também há que chegar ao trabalho: voltaram a mudar o percurso do autocarro. Durante os últimos meses entrava pela porta da frente (ou saía, dependendo do ponto de vista), com o último troço de Fernão Magalhães cheio de árvores. Verifiquei quotidianamente o amadurecimento do verde das árvores, nos últimos dias admirava-lhes os vermelhos; e ia seguindo o desenvolvimento das estações nessas centenas de metros. Regressei agora a Costa Cabral, estreito canal onde tudo acontece desde há séculos: conheço o suficiente da sua lógica para lhe apreciar a justaposição de tipo-morfologias, com o que não me conformo é com o tratamento e intensidade de uso que lhe é dado; com isso e com a falta que daqui em diante me farão as árvores.
Subscrever:
Mensagens (Atom)





