
As minhas deambulações levaram-me hoje à rua onde fui, há semanas atrás, ver uma casa. A rua estava calma (é uma rua calma, com árvores, embora estas não atinjam o troço onde se localiza o prédio), pouca gente se via passar. Ao fundo, a Praça das Flores; bem perto, as vendedoras de flores à porta do Prado do Repouso. Com o sol, que devia inundar os quartos virados a Poente, todas as outras coisas recuaram em importância: as obras, o tempo necessário para elas (que não sei quanto possa ser), a idade do prédio. Os dias de sol são perigosos, fazem-nos esquecer as prudências.
*
Citação de Júlio César, da crónica de João Bérnard da Costa, no Público de hoje