sábado, dezembro 31, 2005

2005


Não é bem um balanço mas antes uma nova superstição (tão válida como ser uma retrosaria em Cedofeita): fazer ou aprender uma coisa nova.

sexta-feira, dezembro 30, 2005

era uma vez um cinema


Que fecha por falta de público, dizem. Que a quebra no último ano foi de 40%, ao que parece. Este ano devem contar-se pelos dedos de uma mão (e quantos sobram?) as vezes que lá vi cinema. E, no entanto, antes só não ia lá todas as semanas porque os filmes ficavam quase sempre mais tempo. Porquê? Porque os filmes que estavam em cartaz tinha-os visto no Cidade do Porto (onde tinham estreado) duas semanas antes. Porque um dos filmes que lá esteve nas últimas semanas tinha um título como "Rapaz com cão procura namorada com coração" (exemplo perfeito de miscasting). Houve um esvaziamento (deliberado?) da programação para aquele espaço, cujo resultado só poderia ser este. Não me interessa fazer luto ou luta por cinemas aos quais não vou por desinteresse, mas saber ver as razões porque desaparecem.

terça-feira, dezembro 27, 2005

domingo, dezembro 25, 2005

see you next year

A sala está um caos, entre brinquedos e restos de papel; o Pai Natal continua real (eu vi-o!!!); e eu estou quase pronta para voltar à rotina e para descansar dos meus Xmas Scarfs, levando música comigo.

domingo, dezembro 18, 2005

Santa was here earlier


Começou oficialmente a época dos jantares de Natal; significa que depois de dois meses a reunir embrulhos começa a altura de os distribuir.

sábado, dezembro 17, 2005

terça-feira, dezembro 13, 2005

Broken Flowers


(Dizem que Sharon Stone está mais bela do que nunca - deve ser coisa de gajos.)

segunda-feira, dezembro 05, 2005

Menos é menos. Mais é mais.

É o título de um dos textos de Thomas Hirschhorn e a antítese de um dos refrões mais propagados do Movimento Moderno. Hirschhorn espalha os textos em folhas amontoadas; aos mais tímidos assegura com um breve "Pegue e Leve". Utiliza o conceito de economia de escala no que expõe; diz que não o faz para nos afogar, mas é quase impossível, ao fim de duas horas, continuar a individualizar cada objecto no meio da overdose de estímulos visuais. Não há lugar a despojamentos estéticos; tudo é importante e assume-se tal como é. Há agressividade e violência nisto, mas começo a acreditar que não pode ser de outra forma. Há sempre violência no acto de nos afirmarmos; no facto de ser.
Lembra-me o Roark de "The Fountainhead". Lembra-me o que procurei no livro: ser não como arrogância, mas como simples constatação de um facto.

quinta-feira, dezembro 01, 2005

rainy holiday


Choveu todo o dia, deve ter sido por isso que o meu vizinho de cima preferiu ficar em casa com o seu trombone em vez de ir para uma das salas de ensaio da ESMAE. Estou a ouvi-lo há quatro horas e meia e neste momento advogo ardentemente a erradicação de músicos e artistas em formação.

3 1/2 to Xmas ou "mentir ou não mentir, eis a questão"

No Verão passado, a minha sobrinha (7 anos) sentou-se num dos braços da cadeira onde eu tricotava e perguntou-me se "o Pai Natal existe mesmo". O irmão dela ouviu as palavras mágicas e pendurou-se no outro braço da cadeira. Senti-me completamente encurralada. Tentei escapar-me com um clássico: uma pergunta para responder a outra. «O que é que tu achas?»
- Não. Diz-me tu.
Tinha os olhos deles a analisarem-me as hesitações e um dilema moral de não somenos importância: ou mentia explicita e descaradamente (não sei porquê, mas parece-me muito diferente de tocar à campainha vestida de vermelho com uma barba e uma almofada a fazer de barriga) ou acabava ali mesmo com a fantasia.
- Claro que existe! Então ele não veio cá a casa o ano passado? Não o viste?
- Mas há umas meninas da minha escola que dizem que ele não existe...
- É porque se portaram mal e não receberam prendas. Vais ver como ele aparece outra vez este ano.

A minha irmã contou-me entretanto que o Henrique já anda a ver "a sombra do Pai Natal" lá por casa. A Catarina, por seu lado, resolveu guardar para o Natal todas as coisas que lhe parecem mais caras, para que os pais não gastem dinheiro. Este ano parece que ainda nos safamos. E não, não estou nada arrependida.

segunda-feira, novembro 28, 2005

accelerate

ias ficar tão orgulhoso de mim
hoje ultrapassei o limite de velocidade na auto-estrada

domingo, novembro 27, 2005

4 1/2 to Xmas

buy nothing

Ontem foi o Buy Nothing Day. Há uns anos ainda via alguns panfletos ou cartazes a chamar a atenção para a iniciativa; este ano soube-o apenas um dia depois. Não sei se comprar lãs também conta, nem é pelos meus novelos que me sinto uma fura-greves. Aliás, nem tenho a certeza que um Dia sem Compras não seja a mesma coisa do que o famoso Dia sem Carros: uma iniciativa demagógica para acalmar as boas consciências. No que diz respeito a este consumismo, como em tudo o resto, guio-me pelo bom senso; a única dúvida que subsiste é se o meu bom senso faz alguma diferença na contabilidade geral do mundo.
(E também não será este ano que farei um Buy Nothing Xmas.)

tasca do engenheiro (2)


É aqui

sábado, novembro 19, 2005

sábado

No fim de semana a cidade queixa-se da falta de carros; por isso as manhãs de sábado são sempre molhadas e cinzentas. Na rua as pessoas começam a amontoar prendas de natal; e nos jardins do Palácio de Cristal encontro camélias e, sobretudo, um ácer japonês de folhas vermelhas. O silêncio não parece tão grave, assim. Indago as razões que me levam a não fugir: para a Prelada, para Paris.

quinta-feira, novembro 17, 2005

a tasca do engenheiro


Em, Mourão, onde se ouve o silêncio, há uma "venda" de paredes caiadas de branco, onde se amontoam objectos (o caos uma ordem por decifrar), e nos sentamos em bancos toscos de madeira e ouvimos música clássica enquanto esperamos pela sopa de cação.