No Verão passado, a minha sobrinha (7 anos) sentou-se num dos braços da cadeira onde eu tricotava e perguntou-me se "o Pai Natal existe mesmo". O irmão dela ouviu as palavras mágicas e pendurou-se no outro braço da cadeira. Senti-me completamente encurralada. Tentei escapar-me com um clássico: uma pergunta para responder a outra. «O que é que tu achas?»
- Não. Diz-me tu.
Tinha os olhos deles a analisarem-me as hesitações e um dilema moral de não somenos importância: ou mentia explicita e descaradamente (não sei porquê, mas parece-me muito diferente de tocar à campainha vestida de vermelho com uma barba e uma almofada a fazer de barriga) ou acabava ali mesmo com a fantasia.
- Claro que existe! Então ele não veio cá a casa o ano passado? Não o viste?
- Mas há umas meninas da minha escola que dizem que ele não existe...
- É porque se portaram mal e não receberam prendas. Vais ver como ele aparece outra vez este ano.
A minha irmã contou-me entretanto que o Henrique já anda a ver "a sombra do Pai Natal" lá por casa. A Catarina, por seu lado, resolveu guardar para o Natal todas as coisas que lhe parecem mais caras, para que os pais não gastem dinheiro. Este ano parece que ainda nos safamos. E não, não estou nada arrependida.
quinta-feira, dezembro 01, 2005
segunda-feira, novembro 28, 2005
domingo, novembro 27, 2005
buy nothing
Ontem foi o Buy Nothing Day. Há uns anos ainda via alguns panfletos ou cartazes a chamar a atenção para a iniciativa; este ano soube-o apenas um dia depois. Não sei se comprar lãs também conta, nem é pelos meus novelos que me sinto uma fura-greves. Aliás, nem tenho a certeza que um Dia sem Compras não seja a mesma coisa do que o famoso Dia sem Carros: uma iniciativa demagógica para acalmar as boas consciências. No que diz respeito a este consumismo, como em tudo o resto, guio-me pelo bom senso; a única dúvida que subsiste é se o meu bom senso faz alguma diferença na contabilidade geral do mundo.
(E também não será este ano que farei um Buy Nothing Xmas.)
(E também não será este ano que farei um Buy Nothing Xmas.)
domingo, novembro 20, 2005
sábado, novembro 19, 2005
sábado
No fim de semana a cidade queixa-se da falta de carros; por isso as manhãs de sábado são sempre molhadas e cinzentas. Na rua as pessoas começam a amontoar prendas de natal; e nos jardins do Palácio de Cristal encontro camélias e, sobretudo, um ácer japonês de folhas vermelhas. O silêncio não parece tão grave, assim. Indago as razões que me levam a não fugir: para a Prelada, para Paris.
quinta-feira, novembro 17, 2005
a tasca do engenheiro
quarta-feira, novembro 16, 2005
9 1/2 to Xmas

Esta foi a última fotografia de um dia longo: quatro horas de carro até ao Alqueva (uma manhã fria - mas não muito - no Porto), panorâmica em Monsaraz (rodeada de água), visualização de um projecto no terreno, sopa de cação na "Tasca do Engenheiro" (e como este espaço seria um sucesso instantâneo no Porto), reunião de Câmara em Mourão e outras quatro horas até casa. A fotografia é de uma rua em Mourão: está meio escondida, mas enquadra perfeitamente a silhueta da fortaleza. Um urbanista não faria melhor.
domingo, novembro 13, 2005
sábado, novembro 05, 2005
um post para a Joana

A leitura é fácil, quase easy-reading (não confundir com literatura light); talvez haja quem fique pelo romance, pelo enredo; quem procure o pensamento filosófico que lhe dá o mote; quem apenas procure o fio de uma meada que ficou para trás.
O conteúdo é ideológico, o livro é um veículo para a exposição de uma teoria. O individualismo contra o colectivismo; registo o ano, 1943, a origem da Ayn Rand, russa; e passo à frente. Registo também a referência, no discurso final de Roark, ao país cujo mote é a «procura incessante da felicidade»; as buscas que faço sobre Objectivismo levam-me ao "capitalismo laissez-faire" como sistema político-económico ideal. Deixo tudo isso para trás, o que significa abandonar os meus próprios preconceitos. O que encontrei no livro foi o que não consegui explicar ao ver o filme: Dominique e a natureza da sua relação com Roark.
(Estranho, ou talvez não: raramente me lembrei de arquitectura enquanto lia.)
Quanto a Roark, lembra-me uma música dos Clã:
Tu nunca choras ao ver sangue
Tu nunca ficas transparente
Para saber mais:
Ayn Rand
Objectivismo
terça-feira, novembro 01, 2005
segunda-feira, outubro 31, 2005
sexta-feira, outubro 28, 2005
quinta-feira, outubro 27, 2005
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Foto: Google Earth
Köln ([kœln]; Kölsch: Kölle) is, in terms of population, the fourth largest city in Germany and the largest city of the German Federal State of North Rhine-Westphalia. It is best known for its Cathedral, its uniquely brewed Kölsch beer, the original Eau de Cologne, and its celebration of Carnival and Christopher Street Day.
It is one of the most important German inland ports, and considered to be the economic, cultural, and historic capital of the Rhineland. It is the 16th largest city in the European Union. In June 2005, Cologne's population was 975,907, using the standard method of only counting persons whose primary residence (German: Hauptwohnsitz) was in the city. The City of Cologne includes those with non-primary residences (German: Nebenwohnsitz) in its figure, raising it to 1,022,627 (31 December 2004).
Its location at the intersection of the river Rhine (German: Rhein) with one of the major trade routes between eastern and western Europe was the basis of Cologne's commercial importance. In the Middle Ages it also became an ecclesiastical centre of significance and an important centre of arts and education. Cologne was devastated by Allied air raids the Allies during World War II, by the end of which 99% of Cologne's Jewish population had been annihilated.
fonte: Wikipedia
terça-feira, outubro 25, 2005
domingo, outubro 23, 2005
domingo, noite
As duas últimas noites foram longas; não digo surpreendentes porque nada houve nelas que mereça tal adjectivo - apenas talvez a sua existência, a repetição do seu início. Deitei-me tarde e ressenti-me disso; no entanto deixei o telemóvel ligado para sentir, ao adormecer, que as prolongava mais um pouco; que lhes permitia a continuação, ainda que apenas não mais do que em fantasia. On / Off não tem nada a ver com aparelhos electrónicos.
domingo, manhã

Acordar com dois dígitos no despertador; fazer um chá e arrumar o meu seven wishes jacket, o meu cherry-lipstick; desembrulhar o novo livro (porque continuo a querer questionar a natureza da minha afeição por certas coisas); lembrar a viagem nocturna no Peugeot 403, o jantar, e ainda o concerto de sexta feira (a minha estreia na sala 1 e uma reconciliação com a música contemporânea); mais do que de descanso o domingo torna-se dia de sonho e fantasia, como que para suportar a aridez dos dias que vêm (hoje que o frio parece ter finalmente chegado).
segunda-feira, outubro 17, 2005
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