quinta-feira, abril 21, 2005
terça-feira, abril 19, 2005
Outras das ligações é a história de Milarepa.
Milarepa era um camponês com uma vida infeliz e cheia de crimes. Ansioso por mudar, atingindo o conhecimento, aproxima-se de um mestre budista. Este, ao ouvir que Milarepa se propunha a pagar qualquer preço pelos seus ensinamentos, fá-lo construir uma série de casas: no final da construção de cada uma, Marpa, o mestre, ordena a sua destruição, alegando razões absurdas. E, de cada vez, Milarepa, ansioso pelo conhecimento, destrói a casa e recomeça-a.
Acaba por se arruinar. Marpa, indiferente ao facto, exige um novo pagamento para o iniciar no caminho da iluminação. Despojado de todos os seus bens, Milarepa tenta finalmente entrar no círculo do mestre, mas este expulsa-o. E Milarepa, desistindo de vez de conseguir que Marpa aceda a ensiná-lo, decide suicidar-se. E então que o mestre se aproxima e o declara pronto para receber os ensinamentos.
Milarepa era um camponês com uma vida infeliz e cheia de crimes. Ansioso por mudar, atingindo o conhecimento, aproxima-se de um mestre budista. Este, ao ouvir que Milarepa se propunha a pagar qualquer preço pelos seus ensinamentos, fá-lo construir uma série de casas: no final da construção de cada uma, Marpa, o mestre, ordena a sua destruição, alegando razões absurdas. E, de cada vez, Milarepa, ansioso pelo conhecimento, destrói a casa e recomeça-a.
Acaba por se arruinar. Marpa, indiferente ao facto, exige um novo pagamento para o iniciar no caminho da iluminação. Despojado de todos os seus bens, Milarepa tenta finalmente entrar no círculo do mestre, mas este expulsa-o. E Milarepa, desistindo de vez de conseguir que Marpa aceda a ensiná-lo, decide suicidar-se. E então que o mestre se aproxima e o declara pronto para receber os ensinamentos.
"eu digo que o filme te deixou - meditabunda"
Primavera, Verão, Outono, Inverno... e Primavera
ou uma meditação sobre this mortal coil.

(Será que passamos o Outono e o Inverno a expiar o que fizémos na Primavera e no Verão? E para quê, se no final o ciclo recomeça, apenas porque a vida é mesmo assim? E quem afinal decretou que o Outono é aos trinta anos?)
«On his path to an enlightment of sorts, he must be stripped of everything, especially hope.»
(John Burnside, Introduction to The Sea, The Sea, by Iris Murdoch)
"ou que já o estavas antes - que eu vi."
ou uma meditação sobre this mortal coil.

(Será que passamos o Outono e o Inverno a expiar o que fizémos na Primavera e no Verão? E para quê, se no final o ciclo recomeça, apenas porque a vida é mesmo assim? E quem afinal decretou que o Outono é aos trinta anos?)
«On his path to an enlightment of sorts, he must be stripped of everything, especially hope.»
(John Burnside, Introduction to The Sea, The Sea, by Iris Murdoch)
"ou que já o estavas antes - que eu vi."
domingo, abril 17, 2005
quoting (2)
Por um acaso, imediatamente depois de transcrever a citação anterior, fui ler de onde ela era originalmente citada.
O que explica muito. Antes de mais, o fascínio da frase. Depois, parte do sentido. Num livro assombrado pelo teatro e pelo poder e magia (e embriaguez, por que não?) da encenação, onde Shakespeare é referência constante, pergunto-me agora quantos mais fios destes me terão escapado por entre os dedos.
O que explica muito. Antes de mais, o fascínio da frase. Depois, parte do sentido. Num livro assombrado pelo teatro e pelo poder e magia (e embriaguez, por que não?) da encenação, onde Shakespeare é referência constante, pergunto-me agora quantos mais fios destes me terão escapado por entre os dedos.
quoting
«For in that sleep of death what dreams may come when we have shuffled off this mortal coil must give us pause.»
Iris Murdoch, The Sea, The Sea
(e se agora eu soubesse pôr música no blogue, seria exactamente This Mortal Coil: You and Your Sister)
Iris Murdoch, The Sea, The Sea
(e se agora eu soubesse pôr música no blogue, seria exactamente This Mortal Coil: You and Your Sister)
sábado, abril 16, 2005
terça-feira, abril 12, 2005
reacerto
Às vezes não é preciso mais do que sol e tempo: Serralves ao domingo de manhã, apesar das trincheiras no jardim; Ribeira no domingo à tarde, até ficar com o nariz vermelho.
Às vezes não é preciso mais do que sol e tempo, uma outra presença para afastar de vez qualquer receio de awkwardness que possa ensombrar o dia
Às vezes não é preciso mais do que sol e tempo - e desejo - para reacertar o passo.
Às vezes não é preciso mais do que sol e tempo, uma outra presença para afastar de vez qualquer receio de awkwardness que possa ensombrar o dia
Às vezes não é preciso mais do que sol e tempo - e desejo - para reacertar o passo.
quinta-feira, abril 07, 2005
the working table
Os dias têm estado cinzentos - em demasia. Por isso hoje vou apenas mostrar o estirador onde trabalho, os lápis de cor com que pinto, as canetas de feltro que definem: habitação, equipamentos, serviços, indústria. parque urbano, universidade.
Nem parece trabalho, é quase a brincar que passo os dias. E eles voam, voam, voam.
terça-feira, abril 05, 2005
sábado, abril 02, 2005
não é por pensar muito que as coisas se resolvem
não é por pensar que os sentimentos se afastam - que as lágrimas páram - e tudo volta a ser como um novo dia de primavera
terça-feira, março 29, 2005
fim de semana de páscoa
Recuperar da primavera. (Desde há uns anos para cá, os inícios da primavera têm sido cada vez mais fortes, quase debilitantes; não é nenhuma espécie de alergia, mais um ajustamento do corpo. Acordo pregada à cama e à noite fecho os olhos sem ter lido uma linha.)
Três livros: Vermelho, de Mafalda Ivo Cruz; Sangue do meu Sangue, de Michael Cunningham; e O Grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald (nunca pensei que fosse uma história de amor.)
Não levei nenhum trabalho, e as mãos ressentiram-se disso. O meu pai fez-me umas agulhas novas - olho-as na mesa e fazem-me sonhar com luvas, cestos, gorros coloridos, objectos nos quais concretizo os meus afectos.
Três livros: Vermelho, de Mafalda Ivo Cruz; Sangue do meu Sangue, de Michael Cunningham; e O Grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald (nunca pensei que fosse uma história de amor.)
Não levei nenhum trabalho, e as mãos ressentiram-se disso. O meu pai fez-me umas agulhas novas - olho-as na mesa e fazem-me sonhar com luvas, cestos, gorros coloridos, objectos nos quais concretizo os meus afectos.
domingo, março 20, 2005
a minha última fotografia
Olho para a máquina, o cabelo caído cobre-me parte do rosto; um sorriso e não apenas nos lábios, tudo o que é visível em mim sorri (e ao sorriso não é alheia a presença ao meu lado, olhando para a máquina também). O meu rosto: sem marcas.
(No dia seguinte começaram a aparecer, e algumas ficarão pra sempre.)
Umas das razões que sempre dei para não furar os lóbulos das orelhas era o desejo de não ter marcas no corpo: marcas que me agarrassem (comprometessem) com um tempo ou desejo qualquer. (Argumento vazio: basta olhar para os meus braços.) Agora a infância passada (e a adolescência, céus, para quando a adoslescência?), o meu rosto finalmente marcado, e nem é tristeza que sinto, antes expectativa, como no abrir de uma nova estação.
(No dia seguinte começaram a aparecer, e algumas ficarão pra sempre.)
Umas das razões que sempre dei para não furar os lóbulos das orelhas era o desejo de não ter marcas no corpo: marcas que me agarrassem (comprometessem) com um tempo ou desejo qualquer. (Argumento vazio: basta olhar para os meus braços.) Agora a infância passada (e a adolescência, céus, para quando a adoslescência?), o meu rosto finalmente marcado, e nem é tristeza que sinto, antes expectativa, como no abrir de uma nova estação.
sábado, março 19, 2005
sábado, março 12, 2005
Depois de ter acabado o cesto (e acho que ainda o vou forrar...) e como ainda me sobrava imensa lã, resolvi entreter-me com mais uma bolsa. Fi-la mais pequena do que no modelo original, mas ficou tão petite... Ainda a vou pôr na máquina, embora correndo o risco de perder um pouco a cor.
E já tenho mais umas mitenes nas agulhas...
chicken pox
A todas as recentes, futuras mães: deixem as crianças ter varicela aos três, quatro, cinco anos, ou lá quando se é que se costumam ter essas coisas; quando se tem varicela aos trinta, se se começou um novo emprego (e mais uma outra coisa, ainda mal definida, que faz deixar de dormir e comer), a tortura chinesa não é tanto por causa das bolinhas por todo o corpo, mas sobretudo pela lentidão com que passam os dias.
Felizmente, tenho as agulhas para me distrair (e para manter as mãos ocupadas). Acabei o french market bag, e depois de uns ciclos na máquina de lavar roupa (e de ter perdido alguma cor) lá ficou pronto. Embora não exactamente como eu o imaginava...
sábado, março 05, 2005
quinta-feira, março 03, 2005
primeiras impressões
Cheguei a horas, apesar de ter saído na véspera do importante primeiro dia de trabalho (Fantasporto+Passos Manuel+[e isto é que não devia ter sido]Gesto);
Senti-me bem recebida - não que estivesse à espera de qualquer outra coisa, mas a satisfação não é por isso menor.
Tenho um estirador e uma secretária. Levei uma caneca verde. Em breve uma jarra com flores.
E ontem puseram-me uma cidadezinha nas mãos.
Senti-me bem recebida - não que estivesse à espera de qualquer outra coisa, mas a satisfação não é por isso menor.
Tenho um estirador e uma secretária. Levei uma caneca verde. Em breve uma jarra com flores.
E ontem puseram-me uma cidadezinha nas mãos.
«por favor, arranjem-me uma máquina de escrever!»
(tantas coisas desde segunda feira - acho que não consigo falar de tudo...)
Como é que se trabalha sem computador? Sem um teclado?
Com um estirador, grandes folhas de papel, marcadores coloridos. Grandes manchas em canetas de feltro. (Vias, eixos, redes.) Com alguma paciência, também. Com sintomas de abstinência de rede.
Como é que se trabalha sem computador? Sem um teclado?
Com um estirador, grandes folhas de papel, marcadores coloridos. Grandes manchas em canetas de feltro. (Vias, eixos, redes.) Com alguma paciência, também. Com sintomas de abstinência de rede.
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