se não te terei amado apenas
para saber até onde
eu era capaz de sentir
sábado, janeiro 22, 2005
sexta-feira, janeiro 21, 2005
segunda-feira, janeiro 17, 2005
sábado, janeiro 15, 2005
miss the summer (5)
depois fui eu quem partiu
não sei se voltaste, se olhaste por cima do ombro, para trás
eu já não estou lá
não sei se voltaste, se olhaste por cima do ombro, para trás
eu já não estou lá
sexta-feira, janeiro 14, 2005
quinta-feira, janeiro 13, 2005
quarta-feira, janeiro 12, 2005
domingo, janeiro 09, 2005
E, no entanto, ele existe
...pois quem já se apaixonou que não descobriu a vã evanescência do encontro carnal; quem não teve que compreender que, findo o breve que é tudo, se tem de recuar tanto do amor como do prazer, reunir a traparia e a escória - os chapéus e as calças e os sapatos que todos arrastamos por este mundo - e recuar, porque os deuses relevam e praticam estes e outros coitos como sonhos incomensuráveis, que flutuam alheados acima das peias e dos tormentos do instante, esse não era: é: foi: que é a compensação dada apenas a elefantes e a baleias, enfermados e imponderáveis: mas talvez se houvesse também o pecado, porventura não lhe seria permitido fugir, desenlaçar-se, regressar.
William Faulkner, Absalão, Absalão!
William Faulkner, Absalão, Absalão!
segunda-feira, janeiro 03, 2005
2005
Aprendi a fazer tricot com quatro agulhas nas últimas horas do ano velho; acabei as primeira luva tricotada por mim nas primeiras horas do novo.
Acho que vai ser um ano em grande.
Acho que vai ser um ano em grande.
quinta-feira, dezembro 30, 2004
domingo, dezembro 19, 2004
segunda-feira, dezembro 13, 2004
segunda-feira, novembro 22, 2004
Somos todos anjos caídos?
Fui rever "Fallen Angels", de Wong Kar-wai; e o filme acabou por me levar a procurar coisas antigas. O resultado é que o tema do "Diário Íntimo" de George Sand ficou ultrapassado; ou talvez não, talvez acabe por se relacionar com o que enho a dizer.
É que me lembro exactamente da primeira vez que vi este filme; escolhi-o por mero acaso, o que eu queria de facto era qualquer coisa que me retirasse de mim mesma. (Quanto a esse objectivo, foi uma escolha falhada; mas fosse outro o meu estado de espírito e talvez não tivesse sentido a mesma intensidade de emoções.)
Mas o que eu queria perguntar neste post é se de facto estaremos todos condenados a ser anjos caídos, impossibilitados de viver o amor na sua forma mais intensa - pois essa aconteceu sempre no passado.
É que me lembro exactamente da primeira vez que vi este filme; escolhi-o por mero acaso, o que eu queria de facto era qualquer coisa que me retirasse de mim mesma. (Quanto a esse objectivo, foi uma escolha falhada; mas fosse outro o meu estado de espírito e talvez não tivesse sentido a mesma intensidade de emoções.)
Mas o que eu queria perguntar neste post é se de facto estaremos todos condenados a ser anjos caídos, impossibilitados de viver o amor na sua forma mais intensa - pois essa aconteceu sempre no passado.
sábado, novembro 20, 2004
E, se dúvidas houvesse...
quanto ao papel da Ordem dos Arquitectos na sociedade, ficam desfeitas com este pequeno facto: a notícia sobre a reeleição de Helena Roseta como bastonária saiu hoje no Público, numa daquelas "breves" da secção de Cultura. Pois. Estamos conversados quanto ao nosso papel na Sociedade, não estamos?
E quanto à Ordem dos Arquitectos, bom... Acho que me fico por aqui.
E quanto à Ordem dos Arquitectos, bom... Acho que me fico por aqui.
sexta-feira, novembro 19, 2004
Pois é, perdemos. 440 votos para a A, 343 para a B, 36 brancos, 3 nulos, o que significa que apenas cerca de 20% dos arqtuitectos a norte votou. O que é que se passa com uma ordem que não consegue mobilizar para uma eleição mais do que 20% dos seus associados, ainda por cima numa altura supostamente tão importante como a da luta pela revogação do 73/73? E destes 80% que não se deram ao trabalho de pôr um boletim de voto no correio, quantos não o fizeram por não terem as cotas em dia? E o que é que tudo isto significa?
Parece-me cada vez mais claro que só quem precisa das certidões para dar entrada de licenciamentos é que paga as cotas. Isto é significativo - e grave. Porque em última análise quer dizer que a ordem não serve para nada, respondendo a uma pergunta que tem sido feita muitas vezes entre nós; e que até a própria bastonária já se fez, em artigo de opinião publicado dois dias antes das eleições no jornal Público. Pelos vistos, não soube bem responder-lhe...
Enfim, acabaram-se as listas. E agora?
Parece-me cada vez mais claro que só quem precisa das certidões para dar entrada de licenciamentos é que paga as cotas. Isto é significativo - e grave. Porque em última análise quer dizer que a ordem não serve para nada, respondendo a uma pergunta que tem sido feita muitas vezes entre nós; e que até a própria bastonária já se fez, em artigo de opinião publicado dois dias antes das eleições no jornal Público. Pelos vistos, não soube bem responder-lhe...
Enfim, acabaram-se as listas. E agora?
quarta-feira, novembro 17, 2004
Como uma noite fria e nada prometedora pode estar cheia de pequenos prazeres
Basta retirá-los do (quase) nada, das fantasias e dos desejos. Por exemplo: se afinal o amigo do cinema me liga a dizer que se vai redimir por me fazer perder o cinema, retirar daí prazer, e não irritação por não o ter afinal encontrado. Por exemplo: se o VP me repete que a minha fotografia é a mais gira, seguido de uma conversa quase incongruente, retirar daí prazer, e não embaraço. Por exemplo: se depois diz a um outro que me falava "Antes tinhas mais jeito", retirar daí prazer, e não ultraje. Por exemplo: olhar quem desejo nos olhos. E sentir: prazer.
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