Poderá o amor ser alguma vez um sorriso feliz e quieto - à espera que uma presença o ilumine?
(E desde quando, céus, me atrevo a falar de amor?)
Poderá o amor ser - alguma vez - prazer e não tortura? Prazer calmo e sereno, em vez de ansiedades descontroladas?
Poderá o amor ser - feliz?
quarta-feira, janeiro 12, 2005
domingo, janeiro 09, 2005
E, no entanto, ele existe
...pois quem já se apaixonou que não descobriu a vã evanescência do encontro carnal; quem não teve que compreender que, findo o breve que é tudo, se tem de recuar tanto do amor como do prazer, reunir a traparia e a escória - os chapéus e as calças e os sapatos que todos arrastamos por este mundo - e recuar, porque os deuses relevam e praticam estes e outros coitos como sonhos incomensuráveis, que flutuam alheados acima das peias e dos tormentos do instante, esse não era: é: foi: que é a compensação dada apenas a elefantes e a baleias, enfermados e imponderáveis: mas talvez se houvesse também o pecado, porventura não lhe seria permitido fugir, desenlaçar-se, regressar.
William Faulkner, Absalão, Absalão!
William Faulkner, Absalão, Absalão!
segunda-feira, janeiro 03, 2005
2005
Aprendi a fazer tricot com quatro agulhas nas últimas horas do ano velho; acabei as primeira luva tricotada por mim nas primeiras horas do novo.
Acho que vai ser um ano em grande.
Acho que vai ser um ano em grande.
quinta-feira, dezembro 30, 2004
domingo, dezembro 19, 2004
segunda-feira, dezembro 13, 2004
segunda-feira, novembro 22, 2004
Somos todos anjos caídos?
Fui rever "Fallen Angels", de Wong Kar-wai; e o filme acabou por me levar a procurar coisas antigas. O resultado é que o tema do "Diário Íntimo" de George Sand ficou ultrapassado; ou talvez não, talvez acabe por se relacionar com o que enho a dizer.
É que me lembro exactamente da primeira vez que vi este filme; escolhi-o por mero acaso, o que eu queria de facto era qualquer coisa que me retirasse de mim mesma. (Quanto a esse objectivo, foi uma escolha falhada; mas fosse outro o meu estado de espírito e talvez não tivesse sentido a mesma intensidade de emoções.)
Mas o que eu queria perguntar neste post é se de facto estaremos todos condenados a ser anjos caídos, impossibilitados de viver o amor na sua forma mais intensa - pois essa aconteceu sempre no passado.
É que me lembro exactamente da primeira vez que vi este filme; escolhi-o por mero acaso, o que eu queria de facto era qualquer coisa que me retirasse de mim mesma. (Quanto a esse objectivo, foi uma escolha falhada; mas fosse outro o meu estado de espírito e talvez não tivesse sentido a mesma intensidade de emoções.)
Mas o que eu queria perguntar neste post é se de facto estaremos todos condenados a ser anjos caídos, impossibilitados de viver o amor na sua forma mais intensa - pois essa aconteceu sempre no passado.
sábado, novembro 20, 2004
E, se dúvidas houvesse...
quanto ao papel da Ordem dos Arquitectos na sociedade, ficam desfeitas com este pequeno facto: a notícia sobre a reeleição de Helena Roseta como bastonária saiu hoje no Público, numa daquelas "breves" da secção de Cultura. Pois. Estamos conversados quanto ao nosso papel na Sociedade, não estamos?
E quanto à Ordem dos Arquitectos, bom... Acho que me fico por aqui.
E quanto à Ordem dos Arquitectos, bom... Acho que me fico por aqui.
sexta-feira, novembro 19, 2004
Pois é, perdemos. 440 votos para a A, 343 para a B, 36 brancos, 3 nulos, o que significa que apenas cerca de 20% dos arqtuitectos a norte votou. O que é que se passa com uma ordem que não consegue mobilizar para uma eleição mais do que 20% dos seus associados, ainda por cima numa altura supostamente tão importante como a da luta pela revogação do 73/73? E destes 80% que não se deram ao trabalho de pôr um boletim de voto no correio, quantos não o fizeram por não terem as cotas em dia? E o que é que tudo isto significa?
Parece-me cada vez mais claro que só quem precisa das certidões para dar entrada de licenciamentos é que paga as cotas. Isto é significativo - e grave. Porque em última análise quer dizer que a ordem não serve para nada, respondendo a uma pergunta que tem sido feita muitas vezes entre nós; e que até a própria bastonária já se fez, em artigo de opinião publicado dois dias antes das eleições no jornal Público. Pelos vistos, não soube bem responder-lhe...
Enfim, acabaram-se as listas. E agora?
Parece-me cada vez mais claro que só quem precisa das certidões para dar entrada de licenciamentos é que paga as cotas. Isto é significativo - e grave. Porque em última análise quer dizer que a ordem não serve para nada, respondendo a uma pergunta que tem sido feita muitas vezes entre nós; e que até a própria bastonária já se fez, em artigo de opinião publicado dois dias antes das eleições no jornal Público. Pelos vistos, não soube bem responder-lhe...
Enfim, acabaram-se as listas. E agora?
quarta-feira, novembro 17, 2004
Como uma noite fria e nada prometedora pode estar cheia de pequenos prazeres
Basta retirá-los do (quase) nada, das fantasias e dos desejos. Por exemplo: se afinal o amigo do cinema me liga a dizer que se vai redimir por me fazer perder o cinema, retirar daí prazer, e não irritação por não o ter afinal encontrado. Por exemplo: se o VP me repete que a minha fotografia é a mais gira, seguido de uma conversa quase incongruente, retirar daí prazer, e não embaraço. Por exemplo: se depois diz a um outro que me falava "Antes tinhas mais jeito", retirar daí prazer, e não ultraje. Por exemplo: olhar quem desejo nos olhos. E sentir: prazer.
terça-feira, novembro 16, 2004
Como é que um gajo pode ser tão idiota que prefira passar uma noite a discutir umas eleições que já estão - com toda a certeza - decididas,
a ir ao cinema com uma amiga?
A resposta é simples: ou o gajo não gosta dela, ou o gajo tem medo dela. Nem sei qual é a melhor opção. De qualquer forma:
HOJE ÀS 21:30 REUNIÃO DE CAMPANHA.
Humpft.
A resposta é simples: ou o gajo não gosta dela, ou o gajo tem medo dela. Nem sei qual é a melhor opção. De qualquer forma:
HOJE ÀS 21:30 REUNIÃO DE CAMPANHA.
Humpft.
segunda-feira, novembro 15, 2004
...a que iludidos escoadouros do sonho assim nos trai a incorrígivel carne...
William Faulkner, Absalão, Absalão!
E tudo isto para voltar ao assunto da semana (há uma semana que é assunto, quando antes simplesmente - não era), porque me pergunto agora a razão de se formarem os desejos, num sítio dentro de nós que primeiro não existia.
O desejo, primeiro, a vontade de seduzir;
onde é que começa afinal o amor?
E tudo isto para voltar ao assunto da semana (há uma semana que é assunto, quando antes simplesmente - não era), porque me pergunto agora a razão de se formarem os desejos, num sítio dentro de nós que primeiro não existia.
O desejo, primeiro, a vontade de seduzir;
onde é que começa afinal o amor?
domingo, novembro 14, 2004
Clumsy me
Muita imaginação dá depois nisto: de tanto fantasiar toda a conversa ao primeiro tropeção estatelo-me nas palavras, tudo o que digo me sai desajeitadamente da boca, perante o meu espanto; fecho os olhos com força, mas já não há nada a fazer, o convite passou a ser bruto e não simples, como quem pergunta se apetece um café.
Imaginar, mas nem tanto, talvez; pelo menos não me imaginar mais sedutora (mais capaz de sedução) do que realmente sou.
E agora, resta esperar, depois do fiasco do telefonema - sem pensar demasiado em terça-feira, no que visto no que digo no que acontecerá - pensar apenas no prazer que daí possa tirar -
Imaginar, mas nem tanto, talvez; pelo menos não me imaginar mais sedutora (mais capaz de sedução) do que realmente sou.
E agora, resta esperar, depois do fiasco do telefonema - sem pensar demasiado em terça-feira, no que visto no que digo no que acontecerá - pensar apenas no prazer que daí possa tirar -
sexta-feira, novembro 12, 2004
mais um ponto cartografado nas minhas emoções:
o desejo que sinto forma-se apenas como um nó
qualquer coisa que se aperta cá dentro ao ouvir o nome, ao saber que está ali tão perto, e eu a imaginar
imaginar imaginar imaginar
poderei fazer qualquer coisa tornar a fantasia mais próxima da realidade
imaginar imaginar imaginar
qualquer coisa que se aperta cá dentro ao ouvir o nome, ao saber que está ali tão perto, e eu a imaginar
imaginar imaginar imaginar
poderei fazer qualquer coisa tornar a fantasia mais próxima da realidade
imaginar imaginar imaginar
Ainda Land of Plenty
Não falei ainda sobre o filme, mas posso dizer que a banda sonora é LINDA. Por favor arranjem-ma. Dão-se alvíssaras.
Subscrever:
Mensagens (Atom)